| Chairman Baik, uma história de sucesso |
Mas o tímido e singelo empresário tem uma opinião diferente, julga sucesso em termos de superação e fé diante das adversidades assim como ajudando outras pessoas menos favorecidas. A vida de Sung-Hak foi como uma obra de ficção. Ele nasceu na província de Heilongjian, China, em 1940. Seu avô era um ministro Cristão e foi forçado a fugir para a China depois de participar de comícios pró-independência na Coréia. Seu avô começou vários negócios de sucesso na China, deixando sua família financeiramente muito bem. Entretanto, essa segurança não durou muito, e em 1944 seu pai faleceu de febre tifóide. No ano seguinte, o recém formado governo comunista da China começou a confiscar empresas privadas. E a família Baik foi capaz de dissolver seus negócios rapidamente e retornou imediatamente para o Norte da Coréia. Mas seu avô, na tentativa de repetir seu sucesso chinês instalando empresas na Coréia do Norte falhou, pois os comunistas coreanos confiscaram suas empresas. Os anos seguidos da II Guerra Mundial foram turbulentos na Coréia. O país estava em desordem política após uma longa ocupação dos japoneses e dizimados pela guerra e fome. Em 1945, os Estados Unidos e a União Soviética, sumariamente e sem consultar a população coreana, dividiram o país entre seus ornamentos jurídicos ao longo de 38º paralelo. Para aumentar ainda mais a angústia, em 1949 houve a possibilidade de conflitos entre forças pró democráticas do Sul e forças comunistas no Norte com milhares de norte coreanos, particularmente Cristãos que temiam retaliação dos comunistas, tentaram fugir do inevitável conflito, seguindo para o Sul. A família de Baik Sung Hak estava entre o grupo de Cristãos refugiados esperando em Wonsan para fugir de barco para a Coréia do Sul. Dias antes de eles embarcarem, seu avô foi atropelado por um caminhão, e sua família foi forçada a permanecer. Entretanto, por uma infelicidade, Sung-Hak, com apenas 10 anos, encontrou-se sozinho à bordo do barco e sem querer associou-se a milhares de coreanos refugiados separados por suas famílias e que atiraram-se ao precário e incerto futuro. A vida de Sung-Hak ao longo dos próximos anos foi uma série de duros, famintos e solitários dias, implorando por qualquer trabalho ou comida, em tempos que realmente estavam difícieis. Finalmente ele conseguiu um trabalho como “shortie” - garotos que faziam trabalhos para as forças armadas dos Estados Unidos. Foi neste momento de sua vida, disse Baik, que o levou a apreciar as pequenas bondades da vida e que o ajudou a formar suas idéias firmes sobre filantropia. O primeiro empreendimento de Baik Sung Hak foi à empresa de chapéus Young An que ele começou em 1959 com apenas 70 chapéus. Em 2007 as vendas anuais alcançaram USD1.5 bilhões. Diversificação é o elemento chave dos negócios do império de Baik. Ele tem investido em tudo, desde comunicações à agricultura orgânica e seus empreendimentos estão espalhados por toda a Coréia do Sul, Leste da Ásia e Estados Unidos. Em 2003, Baik adquiriu o controle da Clark Material Handling. Indiferente com o fraco desempenho da Clark no período, Baik disse à Forkliftaction.com News que “A marca Clark é forte e sólida, uma das minhas filosofias de que bons negócios são aqueles desenvolvidos durante um longo período de tempo e através de bons e maus tempos”, que influenciaram em sua decisão de comprar a empresa de empilhadeiras. Baik também acredita que “uma organização não pode ser exclusivamente motivada pelo lucro, e que cada membro de suas empresas tem a responsabilidade de ser bom para a empresa e para marca que ela representa”. É uma filosofia simples e humilde que Baik aplica não só ao desenvolvimento de negócios, mas também ao seu papel na sociedade. Ele incentiva a idéia de que uma empresa deve estar à frente para ajudar os necessitados. “Quando os lucros corporativos são retornados para a sociedade, a organização empresarial pode realmente crescer com a sociedade”, diz ele. Baik é tão bom quanto sua palavra. Através de seus interesses comerciais, ele tem ajudado muitas pessoas desfavorecidas, tanto na Coréia como ao redor do mundo de forma prática e em longo prazo. Ele diz que não está interessado em doações arbritárias, mas em metas realistas, tais como assistência médica e instituições de ensino, acreditando que uma boa educação é o caminho para o fim da pobreza e da autodeterminação. Durante seus anos como órfão, Baik sentiu falta de sua amada família; por isso hoje ele passa o tempo todo com sua esposa, seus quatro filhos e doze netos e esse é seu maior prazer. Não tem coisa que ele mais goste de fazer do que ir à igreja aos domingos e depois almoçar com a família. A maioria das férias de verão e inverno eles passam juntos também. Baik vive por uma simples filosofia de “dar de volta os presentes que recebeu durante minha vida”. Perguntei como ele gostaria de deixar o mundo, ele respondeu: “Gostaria de pensar em um mundo harmonioso, pacífico, que ofereça a todos os homens e mulheres, oportunidades justas para encontrar seus lugares na sociedade, e fazendo isso os fortalecer” Fonte:Forkliftaction.com 30 de setembro de 08, por Melissa Barnett |